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Título
Treinamento muscular inspiratório em jogadores de basquetebol em cadeira de rodas: efeitos sobre o desempenho físico aeróbio, variáveis cardiopulmonares e metabólicas
Orientador
Profa. Dra. Marlene Aparecida Moreno
Autor
RAPHAEL DO NASCIMENTO PEREIRA
Palavra chave
Músculos Respiratórios; Exercícios Respiratórios; Espirometria;
Pessoas com Deficiência; Esportes para Pessoas com Deficiência; Desempenho Atlético.
Grupo CNPQ
Programa
DR - CIÊNCIAS DO MOVIMENTO HUMANO
Área
CIÊNCIAS DA SAÚDE
Data da defesa
10/11/2016
Nº Downloads
820
Resumo
Introdução: estudos apontam que os músculos inspiratórios são capazes de limitar o desempenho físico de atletas de alta exigência esportiva. Essa limitação é associada à exacerbação da ativação do metaborreflexo muscular inspiratório durante a prática de exercícios físicos de alta intensidade. Assim, partindo do pressuposto de que um músculo com melhores adaptações morfológicas e funcionais oriundas do processo de treinamento possui menor demanda
metabólica quando comparado a um músculo destreinado, pesquisadores
passaram a investigar e desenvolver estratégias de treinamento muscular inspiratório (TMI) com o intuito de retardar a ativação do metaborreflexo muscular inspiratório, encontrado resultados animadores em atletas sem deficiências físicas. Objetivo: avaliar o efeito de um programa de TMI com carga incremental sobre o desempenho físico aeróbio, variáveis cardiopulmonares e metabólicas de jogadores de basquetebol em cadeira de rodas (BCR). Metodologia: 16 jogadores de BCR de ambos os gêneros (8 homens e 8 mulheres) foram randomizados em dois grupos (grupo TMI e grupo simulação – GS), de forma que não soubessem qual intervenção estavam realizando (unicego). Todos os voluntários passaram por avaliação da força muscular respiratória (pressões respiratórias máximas), mobilidade torácica (cirtometria), função pulmonar (espirometria), desempenho físico aeróbio (teste de 12 minutos para cadeirantes) e lactacidemia (análise da concentração e remoção do lactato sanguíneo). O grupo TMI realizou o TMI de força com carga incremental durante 12 semanas (2 vezes ao dia e 5 vezes por semana), iniciando o protocolo com uma carga de treinamento de 50% da pressão inspiratória máxima (PImáx), passando para 60% após a 4ª semana e 70% após a 8ª semana. Já GS realizou um TMI simulado pelo mesmo período de tempo, com protocolo semelhante, diferenciando-se apenas pela intensidade (15% da PImáx) e ausência de progressão da carga de treinamento. Resultados: o grupo TMI apresentou melhora significativa da força muscular inspiratória (49,2%) e expiratória (23,8%) na comparação intragrupo (pré vs. pós), e na análise intergrupos (TMI-pós vs. Simulação-pós). Não foram encontradas adaptações relevantes referentes à função pulmonar, mobilidade torácica, desempenho físico aeróbio e a lactacidemia em ambos os grupos. Conclusão: o TMI associado ao treinamento físico é uma estratégia válida para melhora da força muscular respiratória de atletas de basquetebol em cadeira de
rodas. Entretanto, se mostrou inapto em melhorar o desempenho físico aeróbio, função pulmonar e mobilidade torácica desses sujeitos.
Abstract
Introduction: Previous studies indicate that the inspiratory muscles are able to
limit the physical performance of highly trained athletes. This limitation is
associated with the exacerbation of the activation of inspiratory muscle
metaboreflex during high intensity exercises. Thus, starting from the assumption
that a muscle with better morphological and functional adaptations from the
training process has lower metabolic demand when compared to an untrained
muscle, researchers started to investigate and develop inspiratory muscle training
strategies (IMT) with the purpose of delaying The activation of the inspiratory
muscle metaboreflex, found encouraging results in athletes without physical
disabilities. Objective: evaluate the effects of an IMT with incremental load on
aerobic performance and cardiopulmonary and metabolic variables of wheelchair
basketball players. Methods: 16 wheelchair basketball players of both genders (8
men and 8 women) were randomly divided in two groups (IMT group and SHAM
group). All the volunteers were evaluated for respiratory muscle strength (maximal
respiratory pressures), thoracic mobility (cirtometry), pulmonary function
(spirometry), aerobic performance (12-minute aerobic test for wheelchair users),
and lactacidemia (concentration and removal of blood lactate). The IMT group
performed an IMT with incrementally load for 12 weeks (2 times a day and 5 times
a week), initiating the protocol with a training load of 50% of the maximal
inspiratory pressure (MIP), increasing to 60% after the 4th week and 70% after the
8th week. The SHAM group performed a simulated IMT for the same period of
time, with a similar protocol, differing only by intensity (15% of MIP) and absence
of training load progression. Results: The IMT group presented a significant
improvement in inspiratory (49.2%) and expiratory (23.8%) muscle strength in the
intragroup comparison (pre vs. post), and in the intergroup analysis (IMT-post vs.
SHAM-post). No relevant adaptations were found regarding pulmonary function,
thoracic mobility, aerobic physical performance and lactacidemia in both groups.
Conclusion: The IMT associated with physical training is a valid strategy for
improving respiratory muscle strength of wheelchair basketball athletes. However,
it was incapable to improving aerobic performance, pulmonary function and
thoracic mobility of these subjects.