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Título
CENÁRIOS POSSÍVEIS PARA O TRANSPORTE DE AÇÚCAR E DE CONTÊINERES PARA O PORTO DE SANTOS VISANDO À REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA
Orientador
Paulo Jorge Moraes Figueiredo
Autor
JOSÉ MANOEL FERREIRA GONÇALVES
Palavra chave
Matriz de transporte; Cargas; Ferrovias; Emissões
Grupo CNPQ
Programa
DR - ENGENHARIA DE PRODUÇÃO (PPGEP)
Área
ENGENHARIAS
Data da defesa
29/02/2012
Nº Downloads
2934
Resumo
O setor dos transportes mundial, que já é atualmente responsável por 23% das
emissões de gases de efeito estufa relacionados com a energia, vai dobrar o uso da
energia até 2050 e mais que dobrar as emissões de CO2. Para diminuir essas
emissões será necessário reduzir o ritmo de crescimento da utilização de
combustível nos transportes. Para isso se faz necessária uma maior eficiência
energética, bem como alterações estruturais na matriz de transportes de uma forma
geral e, em particular, nos deslocamentos de cargas. O Brasil, que faz parte do
grupo dos BRICS, que representam atualmente quase um terço do PIB mundial e
são responsáveis por 33% do uso global de energia e 37% das emissões de CO2 da
queima de combustíveis, é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa no
mundo. Mas apesar do sistema brasileiro de energia ter um impacto relativamente
menor sobre as emissões de gases estufa (apenas 15%) e das emissões de CO2
provenientes da queima de combustível no Brasil serem relativamente pequenas,
representando apenas 1,2% das emissões globais, com uma matriz energética das
mais limpas do mundo, 46% vindo de fontes renováveis, os subsetores que mais
contribuem no total de emissões de gases estufa são exatamente os transportes
(44%) e a indústria (28%), com dados de 2009, os que mais deverão crescer nos
próximos anos. Além disso, o transporte brasileiro possui uma dependência
exagerada do modal rodoviário e, apesar do país ser um dos países com menores
índices de emissão de CO2 energético por habitante, a participação relativa das
emissões do setor de transportes é uma das mais elevadas do mundo. Ainda,
apesar de ser um dos países com as menores emissões de CO2 per capita de
energia, o Brasil tem uma participação relativamente alta nas emissões do setor dos
transportes, uma das maiores do mundo. Por meio desta pesquisa pôde-se
demonstrar que o Brasil pode adotar dois caminhos diferentes. Por um deles,
urgentemente mudar sua matriz de transportes de cargas, ou parte dela, para obter
maior racionalização e, mais importante, reduzir as emissões de CO2, através de
uma maior utilização das ferrovias e menor dependência das rodovias ou, por outro
lado, insistir na concentração do movimento das cargas por caminhões nas rodovias,
atitude que, certamente, é aceleradora da degradação ambiental no país e no
mundo, causando sérias consequências para as gerações futuras.
Abstract
The global transport sector presently accounts for 23% of greenhouse gas emissions
related to energy will double the energy use by 2050, which, in turn, will more than
double the CO2 emissions. In order to reduce these emissions will be necessary to
reduce the fuel use growth rate in the transport sector. This will require greater
energy efficiency and structural changes in the transport matrix, in general, and
particularly, in the loads displacements. Brazil, which is among the group known as
BRICS, which currently represents nearly one third of global GDP and is responsible
for 33% of global energy use and 37% of CO2 emissions from fuel combustion, is the
third largest emitter of greenhouse gases in the world. But in spite of its energy
system, Brazil has a relatively minor impact on the emissions of greenhouse gases
(only 15%) and CO2 emissions from burning fuels. In Brazil, these emissions are
relatively small; representing only 1.2% of global emissions and the energy system is
one of the cleanest in the world with 46% coming from renewable sources. The sub-
sectors that contribute most to the total greenhouse gas emissions in 2009 were
transport and industry 44% and 28% respectively, with expectations for further
growth in upcoming years. In addition, Brazil has an overdependence on highways
rather than railways and it is the opinion of this author that this should be reversed.
Despite being one of the countries with the lowest CO2 emissions per capita energy,
Brazil has a relative share of emissions from the transportation sector is one of the
highest in the world. Through this research it can be hypothesized that Brazil urgently
needs to change the array of load transport, or part thereof, to obtain a more
streamlined handling operation and most importantly reduce CO2 emissions by
means of an increased use of the railways and less dependence on the highways or
insisting on the concentration of the movement of cargo by trucks on the highways,
this attitude is certainly accelerating environmental degradation in the country and
the world, therefore causing serious consequences for future generations.